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Proibido Fumar_05_01 Vale essaUm alerta aos servidores fumantes do Tribunal de Contas do Estado da Bahia e aos fumantes em geral: evite fumar em ambientes, como banheiros, corredores, patamares e escadarias. A Lei Federal Nº 9.294/1996 (a Lei Antifumo) foi regulamentada recentemente e passa a vigorar dentro de seis meses, quando será proibido fumar em ambientes fechados de uso coletivo, públicos ou privados, inclusive em fumódromos. Quando quiser fumar, dirija-se sempre a lugares completamente abertos, como estacionamentos ao ar livre ou terraços.

Cerca de 200 mil pessoas morrem por ano no país de doenças relacionadas ao tabagismo. Entretanto, muitos adeptos deste hábito – 25 milhões de brasileiros, para ser mais preciso – alegam ter prazer em fumar. Até aí, tudo bem. Mas quando a fumaça do cigarro, em ambientes fechados, passa a incomodar quem não fuma, vale o alerta para as normas de convivência. Principalmente no ambiente de trabalho.

Onde não pode fumar: (ambientes de uso coletivo): interior de bares, boates, restaurantes, lanchonetes, escolas, universidades, museus, bibliotecas, espaços de exposições, áreas comuns de condomínios, casas de espetáculo, teatros, cinemas, hotéis, pousadas, casas de shows, açougues, padarias, farmácias e drogarias, supermercados, shoppings, praças de alimentação, centros comerciais, bancos e similares, em ambientes de trabalho, estudo, de cultura, de culto religioso, de lazer, de esporte ou entretenimento, repartições públicas, instituições de saúde, hospitais, veículos públicos ou privados de transporte coletivo, viaturas oficiais e taxis.

Onde pode fumar: em casa, em áreas ao ar livre, parques, praças, estádios de futebol (somente em áreas abertas), vias públicas, nas tabacarias e em cultos religiosos, caso isso faça parte do ritual, em estúdios e locais de filmagem quando necessário à produção da obra, em locais destinados à pesquisa e desenvolvimento de produtos fumígenos, e em instituições de tratamento de saúde que tenham pacientes autorizados a fumar pelo médico que os assista. Nesses casos, é necessário adotar condições de isolamento, ventilação e exaustão do ar, bem como outras medidas de proteção dos trabalhadores ao fumo.

Veja sete dicas importantes para deixar de fumar:
1) Tome a decisão de parar de fumar. Portanto, tenha em mente que você realmente quer parar;
2) Avalie seu grau de dependência. É importante ter a percepção de que você tem chances de conseguir parar sozinho ou se precisa de ajuda médica. Rotina e programas sociais contam muito na decisão;
3) Elabore uma estratégia, considerando circunstâncias que podem ser mais adequadas. Será que não fica mais fácil dar o primeiro passo nas férias, longe dos fumantes do trabalho? Ou o melhor é na rotina sobrecarregada da profissão? Escolha o que é melhor para você;
4) Inicie o processo de redução. Ir diminuindo o número de cigarros consumidos por dia pode ajudar a amenizar os sintomas da abstinência;
5) Mude seus hábitos e faça exercícios físicos. É importante evitar situações "de risco", como happy hour e danceterias – lugares em que muita gente vai estar fumando ao seu redor. A prática de esportes com regularidade melhora sua qualidade de vida e a saúde do seu organismo;
6) Use pastilhas e gomas de nicotina. Vendidos sem prescrição médica, eles devem ser encarados como uma substituição ao cigarro;
7) É quase certo que a ansiedade de quem está parando de fumar suba às alturas. Algumas dicas parar enfrentar os picos são: escovar os dentes com frequência, comer frutas, ter algo em mãos para poder rabiscar. Não fique parado. Fonte: site www.euvouparardefumar.com

O jornal A Tarde publicou, na edição de domingo, dia 8 de junho de 2014, em seu Editorial:

"Cerco ao tabagismo

A proibição de fumar em ambientes fechados de uso coletivo, sejam eles públicos ou privados, inclusive em fumódromos, a partir de dezembro amplia o cerco ao cigarro no Brasil.

A origem da restrição está na Lei Antifumo, recentemente regulamentada, e que passa a valer dentro de seis meses. A legislação também bane definitivamente qualquer propaganda de cigarros.

O Ministério da Saúde diz que objetiva restringir o fumo passivo e reduzir o tabagismo entre os brasileiros. Nada mais bem-vindo quando se sabe que atualmente o hábito de fumar causa a morte de 6 milhões de pessoas por ano no mundo, 200 mil apenas no Brasil.

O relatório ´Epidemia Global do Tabaco 2013´, da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que esse número dobre até 2020 devido a doenças relacionadas ao tabagismo.

O cigarro pode causar cerca de 50 doenças diferentes, em várias partes do organismo. O câncer de pulmão é no pais a primeira causa de morte em homes e a segunda em mulheres.

Infelizmente cerca de 12% da população adulta mantém o hábito de consumir tabaco em suas diversas formas - cigarro, charuto, cigarro de palha, rapé ou fumo-de-rolo, indica o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Há, contudo, boas notícias: a guerra contra o tabaco está sendo vencida, apontou o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad). Em seis anos o número de fumantes caiu 20% no Brasil. Outro dado animador é que esta queda foi mais acentuada entre os adolescentes, idade em que, geralmente, se começa a fumar. A redução foi de 45%.

Não bastam leis restritivas para banir definitivamente o tabagismo no país. É necessário investir em mais tratamento contra a dependência do cigarro e conhecer as necessidades individuais do paciente. Isso passa pela necessária qualificação do sistema de saúde público.

É importante ainda envolver toda a sociedade na luta contra o perigoso hábito e na promoção de uma vida mais saudável. Estamos apenas começando".

Antifumo