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Autenticação

Estudantes de Itacaré aprendem como reivindicar melhorias na unidade escolar

 

principalApesar dos estudantes do Colégio Estadual Aurelino Leal, do município de Itacaré, não terem as condições mínimas para estudar, e de conviverem quase que diariamente com a falta de professores, segurança, merenda escolar, e toda sorte de problemas relacionados à infraestrutura, eles resolveram não cruzar os braços e realizaram um protesto reivindicando melhorias na unidade.

Durante a visita do projeto Ouvidoria vai à Escola, idealizado pela Secretaria de Educação (SEC), nesta quinta-feira (13.07), líderes e vice-líderes do ensino médio tiveram a oportunidade de relatar problemas sérios, a exemplo da ausência de carteiras, computadores quebrados, salas sem portas, janelas danificadas, salas sem telhados, o que sinaliza que toda a estrutura do prédio está comprometida.

Sensível ao pleito dos estudantes, o ouvidor adjunto do TCE/BA, Paulo Figueiredo, explicou sobre como a comunidade estudantil deve proceder e reforçou o papel da instituição na fiscalização da aplicação dos recursos públicos, além de orientar os jovens sobre seus direitos e deveres, ensinando-os sobre cidadania. O servidor apresentou os canais de comunicação do TCE para registrar denúncias, a exemplo do WhatsApp 71 99902-0166, o telefone 0800 284 3115 e o site www.tce.ba.gov.br.

segundaFilipe Silva Costa, estudante do 3º ano do ensino médio, informou que a estrutura física está ruindo e que paredes, rebocos e janelas estão desmoronando, o que pode ocasionar num acidente grave. “Na verdade, a escola só está funcionando por conta da iniciativa dos alunos e de alguns professores. O jardim, a biblioteca, os poucos computadores, a pintura e os pequenos reparos são fruto da cooperação, da ajuda dos comerciantes locais e de alguns alunos que possuem conhecimentos técnicos”.

Com a falta de resposta das autoridades sobre a situação da instituição, os estudantes acolheram a sugestão do ouvidor adjunto, que orientou que eles formem grupos e produzam um vídeo denúncia e fotografem tudo.

“Não conhecia a instituição e agora sei que temos um aliado forte nessa luta mais do que justa. Queremos resolver o problema da escola, mas o conteúdo vale pra nossa cidade, bairro ou comunidade. Esses alunos que estão aqui serão multiplicadores dessa informação e teremos mais pessoas nesse processo A palestra serviu para abrir os nossos olhos. Temos o dever de acompanhar o trabalho dos políticos e dos gestores públicos e cobrar deles”, afirmou a estudante do 3º ano do ensino médio, Maria Eduarda de Oliveira.

“Lembrem sempre que o conhecimento é a chave para uma visão crítica da sociedade. E qualquer um de vocês pode chegar um dia a ocupar um posto de comando na sociedade. Mas, para isso, é preciso levar a sério a educação, os estudos, e cobrar que o estado faça a sua parte, oferecendo boas instalações e condições de estudo. Este é o momento de se organizar e cobrar. E o Tribunal de Contas do Estado também está aqui fazendo a sua parte e convidando vocês a conhecer melhor a instituição e a exercer o controle social", destacou Paulo Figueiredo.

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