inaldo IACom a intenção de disseminar o uso de soluções de IA, o Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE/BA), por intermédio da Escola de Contas Conselheiro José Borba Pedreira Lapa (ECPL), promoveu, nesta segunda-feira (13.05), a abertura da capacitação “Uso de Inteligência Artificial no Sistema Mirante”. Ministrado pelo gerente de informações estratégicas e apoio a auditoria, Augusto Gonçalves de Sousa, o curso pretende capacitar os auditores de controle externo nos trabalhos de seleção de amostras e de execução de auditorias para que estes possam usufruir melhor dos benefícios da ferramenta, facilitando o trabalho e tendo resultados mais assertivos. A capacitação será realizada também na quarta-feira (15.04), das 14h às 17h, na sala de treinamento da ECPL.

Durante a abertura do evento, o diretor da Escola de Contas, conselheiro Inaldo Araújo, lembrou o nascimento do Mirante, fazendo uma retrospectiva histórica e pontuando os avanços até os dias de hoje, com a utilização da Inteligência Artificial (IA) que incrementou a tempestividade nas ações de controle externo, bem como intensificou o uso de informações estratégicas. “Essa Casa é feita de pessoas e de histórias. Desde 2015, essa Escola faz questão de documentar sua história através de seus anuários. Por isso, reafirmo a importância de registrarmos todos esses feitos com a intenção de transmitir para as outras gerações o que conquistamos”, destacou.

Em sua apresentação, o servidor Augusto Gonçalves revelou que, ao longo de dois anos, o TCE/BA vem implementando os recursos de IA e que esta capacitação reúne as quatro funcionalidades do Mirante, a exemplo da acumulação de cargos públicos; a predição de julgamento de convênios; o painel de sobrepreço em compras e a assistente virtual do Mirante, “TiCianE”. “O TCE se antecipou e podemos afirmar que somos referência na utilização de produtos concretos de inteligência artificial que resolveram problemas de negócios que eram antigas queixas dos auditores e que hoje estão mais aderentes às necessidades porque a IA os apoiou”, sinalizou.

augustoO palestrante explicou ainda que, a exemplo da acumulação de cargos, até então o Sistema Mirante mostrava a irregularidade e que, muitas vezes, a acumulação era permitida. “Com o uso da IA, conseguimos omitir os casos lícitos e evidenciar apenas os casos ilícitos. Mesmo assim o auditor sempre tem o trabalho de validação. Até por feedback que já recebemos, os casos de falsos positivos foram reduzidos em 60%”, esclareceu.

Augusto falou ainda sobre a predição de julgamento de convênios, em que o Mirante consegue, já na celebração do convênio, indicar para o auditor que o convênio tende a dar problema. Já com o painel de sobrepreço de compras é possível verificar grandes variações entre preços em compras de itens comuns. E, por fim, discorreu sobre a assistente virtual TiCianE, que permite ao usuário encontrar uma funcionalidade de interesse, elencar as regras de negócios utilizadas, indicar as bases de dados e respectivas datas de atualização, ensinar recursos mais avançados e registrar dúvidas ainda desconhecidas.

“O TCE está sendo muito bem avaliado por essas iniciativas, das quais, inegavelmente, somos pioneiros. Esperamos que o uso do Mirante nas auditorias, no planejamento e na execução seja potencializado. Percebemos que a sua utilização ainda é tímida em relação ao seu potencial e que pode ser melhorado. E o uso de IA serve como um atrativo porque muitas coisas ficaram melhores”, concluiu.