“Qual caminho temos trilhado com relação às questões ambientais?”. Esse questionamento norteou a abertura do curso “Educação para a Sustentabilidade”, iniciado nesta terça-feira (5.05), na sala de treinamento da Escola de Contas Conselheiro José Borba Pedreira Lapa (ECPL). Com foco na sensibilização de servidores e colaboradores do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE/BA), a primeira aula promoveu uma reflexão sobre como as escolhas individuais e coletivas impactam o meio ambiente, além de debater o papel de cada um na preservação ambiental e as estratégias institucionais da Corte de Contas.
Ministrado pela assistente-adjunta da ECPL, Márcia Guimarães, que também é pedagoga e mestre em Planejamento Ambiental, o curso contou com 48 participantes, que foram divididos em duas turmas, uma no turno da manhã e outra à tarde. No início da apresentação, a instrutora, além de aprofundar conceitos básicos como meio ambiente e desenvolvimento sustentável, destacou os projetos ambientais do Tribunal, como o TCEco e o Projeto Sala Verde, que visam conscientizar os membros da instituição da importância de ações sustentáveis.
CONSCIÊNCIA
Durante a aula, Márcia provocou a reflexão sobre a necessidade de "nos reinventarmos" diante de desafios globais, como as mudanças climáticas e a poluição. Ela destacou um conceito emergente: a sustentabilidade emocional, que é a capacidade de manter o equilíbrio diante das adversidades ambientais, como inundações e desastres climáticos. "Agir proativamente significa evitar o dano ambiental. É agir no sentido de educar hoje para evitar problemas futuros", afirmou a instrutora, ressaltando que o meio ambiente engloba tudo o que nos cerca, inclusive o espaço de trabalho.
A ÁRVORE DOS SAPATOS
Um dos momentos marcantes foi a dinâmica pedagógica "A Árvore dos Sapatos". Os participantes foram convidados a refletir sobre os caminhos que têm trilhado em suas escolhas ambientais. A colaboradora Cristiane Conceição compartilhou sua rotina de cuidado com o ambiente de trabalho: "Faço minhas coisas com muita satisfação e amor, sempre mantendo tudo limpinho, recolhendo copos e papéis do chão".
O servidor Elson Queiroz ressaltou a importância do apoio institucional para iniciativas de reciclagem e o cuidado com o ser humano como parte da natureza. Para a instrutora, os depoimentos revelaram que os colaboradores do TCE/BA já atingiram um nível de "consciência prática", caracterizado pelo engajamento coletivo e atitudes concretas, superando as etapas meramente críticas ou éticas.
AUTONOMIA AMBIENTAL
O encerramento da primeira aula focou na Autonomia Ambiental, ou seja, quando o indivíduo age de forma sustentável por convicção, e não apenas por regras. Exemplos como a redução do uso de copos descartáveis e a iniciativa da servidora Isabel, que criou uma caixa para coleta de tampinhas, foram celebrados como modelos de "racionalidade ecológica".
“Quando os colaboradores têm voz para propor melhorias ambientais e conseguem colocá-las em prática, isso também é autonomia ambiental", concluiu Márcia, adiantando que os próximos passos do curso envolverão trabalhos em grupo para sugerir decisões estratégicas ao Tribunal.
A segunda aula do curso “Educação para a Sustentabilidade” está agendada para o dia 15 de maio.