Faz parte do jogo da cidadania desenvolver políticas públicas voltadas para o fortalecimento do controle social. E com esse propósito, o jogo educativo Você Gestor deixou a sua mensagem de compromisso com o cidadão aos participantes do I Congresso Internacional dos Tribunais de Contas, realizado em Foz do Iguacu-PR. Um público composto por conselheiros, assessores, procuradores e servidores de Tribunais de Contas do país teve a oportunidade de vivenciar a prática criada pelo TCE BA com a finalidade de informar a sociedade sobre o universo da administração pública.
Montados em frente ao estande do Instituto Rui Barbosa (IRB), os dois tabuleiros atraíram a atenção dos congressistas, que a todo momento se aproximavam para conhecer de perto a dinâmica das cartas de Controle Externo, Controle Social e do Quiz sobre a história do TCE e da gestão pública. A dinâmica contou com a participação dos conselheiros Marcus Presídio, vice-presidente do TCE BA, Inaldo da Paixão Santos Araújo, conselheiro-corregedor, Luciano Chaves de Farias, secretário-geral, e da educadora Cristiane Vasconcelos (GDI). Todos eles participaram ativamente da prática, prestando várias informações sobre o funcionamento do jogo de tabuleiro, idealizado a partir do dia a dia de trabalho da Casa de Contas e Controle da Bahia.
Atenta a cada movimento da partida, a conselheira Dóris Coutinho (TCE TO) escolheu a área de Saúde, recebendo duas importantes missões. Na avaliação da conselheira, o jogo é uma ferramenta de grande valor para os projetos de educação. “Achei fantástico o Você Gestor. Nunca vi nada igual. Jamais imaginei que algo pudesse ser tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderoso. O jogo traz não só o conhecimento do que nós, Tribunais, fazemos, mas também a obrigação cidadã do controle social e do pensar a administração pública. Tomara que o Você Gestor chegue logo a todos os estados para que cada Tribunal o adapte às suas realidades”, disse a conselheira.
Ao percorrer as casas do jogo da cidadania, a presidente do TCE RR, Cilene Lago Salomão, concluiu que a dinâmica do Ludo é fundamental para a formação de alunos e professores em prol de uma maior participação popular na administração pública. “O jogo é um excelente caminho para construir a cidadania, educando alunos da rede escolar pública. Vivemos uma grande crise ética neste país, e por isso mesmo os Tribunais devem investir no diálogo mais próximo com os jovens. Este jogo tem esse objetivo, que é o de levar o conhecimento produzido pelos Tribunais e sobre a gestão às comunidades escolares”, ressaltou a conselheira.
Afeito aos modelos educacionais que utilizam a gamificacão, o presidente da Associacão dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e do TCE PB, Fábio Tulio Filgueiras Nogueira, ressaltou a importância da ludicidade no aprendizado. “O TCE da Bahia está de parabéns por essa iniciativa. Nada melhor do que levar à sociedade uma forma nova e interessante de aprender. Os Tribunais precisam ser mais conhecidos, e esse jogo de tabuleiro é um meio muito importante de levar os conhecimentos do sistema Tribunais de Contas à Sociedade”, enfatizou o presidente da Atricon.
DEPOIMENTOS
“Esse tipo de jogo, com seu componente lúdico, pode contribuir para que os jovens se interessem pela administração pública e conheçam um pouco mais a realidade dos gestores. Jogando, eles percebem ainda que podem e devem exercer a cidadania, cobrando dos gestores uma melhor atuação, melhorando, dessa forma, a qualidade de vida dos cidadãos”
Lívio Fornazieri, subsecretário de Fiscalizacão e Controle do TCM SP.
"Muito louvável essa iniciativa. Fiquei impressionada com a criatividade do jogo. Vi nas cartas a realidade do controle externo, do trabalho que executamos. Essa iniciativa deve ser estendida aos Tribunais de Contas, às escolas e às universidades”
Idionara Ferreira Lima, do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão.
“A ideia do jogo é fantástica. O aprendizado lúdico é sempre mais proveitoso do que o conhecimento marcante e técnico. Espero que essa ideia se desenvolva e tenha um grande alcance”.
Edilson Vitorelli, procurador da República, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie SP.
"Achei o jogo uma iniciativa muito boa. Ela é excelente para divulgar o trabalho dos tribunais de uma maneira lúdica e isso é importante para uma faixa da população que não tem obrigação de saber dessas competências que o servidor público tem. Está de parabéns quem idealizou o jogo!"
Alexandre, gerente de planejamento da Coordenadoria-Geral de Fiscalização do TCE/PR.