selo ouroPela segunda vez consecutiva, o Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE/BA) recebeu o Selo Ouro do Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP). A certificação foi recebida pelo presidente do TCE/BA, conselheiro Marcus Presidio, na quinta-feira (4.12), durante o IV Congresso Internacional dos Tribunais de Contas (CITC), realizado em Florianópolis (SC).

Nesta quarta edição do PNTP, mais de 10 mil portais de órgãos públicos foram avaliados, sendo que 2.912 portais foram certificados. Destes, 998 conquistaram o Selo Diamante, 1.082 receberam o Selo Ouro e 832 ficaram com o Selo Prata. Esse número representa um aumento de 112% da 1ª edição, em 2022, até agora.

Para o presidente do TCE/BA, receber o Selo Ouro do programa representa o resultado de um trabalho coletivo de todos os membros da Corte de Contas da Bahia, que apoiaram a sua gestão de forma séria, digna e com responsabilidade, colocando a transparência como um dos elementos mais importantes.

“Muito nos honra estar aqui no 4º Congresso Internacional dos Tribunais de Contas recebendo esse prêmio. Mas não posso deixar de dizer que esse é um prêmio coletivo fruto de muito trabalho, meu, dos meus pares, do Ministério Público de Contas e de todos os funcionários do TCE/BA. É para eles que dedico e agradeço esse prêmio. E vamos avançar, cada dia mais, para trazer a transparência para a sociedade baiana”, garantiu Marcus Presidio.

O conselheiro-presidente do TCE/BA também representou, na solenidade de entrega das premiações, o Tribunal de Justiça da Bahia, que fez jus ao Selo Diamante, e a Assembleia Legislativa da Bahia, que conquistou o Selo Ouro. Marcus Presidio agradeceu os certificados em nome das duas instituições baianas.

DADOS DO PROGRAMA
O trabalho de análise dos portais envolveu mais de 10 mil pessoas, entre eles mais de 500 técnicos dos 33 Tribunais de Contas do País. Neste período, foi percebido que 49% dos portais foram aprimorados desde a última edição, em 2024. Os dados foram apresentados pelo coordenador-geral do PNTP, conselheiro Antônio Joaquim (TCE/MT), que ressaltou a importância do “maior programa de transparência do mundo”.

“Estamos cumprindo nosso dever de ser uma instituição efetiva, oferecendo aos cidadãos uma ferramenta importante para o controle social. Quando começamos, em 2022, menos de 20% dos órgãos tinham um portal certificado. Hoje, chegamos a um índice de transparência de 66,6%. Nossa meta é chegar a 75% dos portais certificados”, afirmou.

O presidente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), Edilson Silva, agradeceu às autoridades estaduais que se deslocaram até Florianópolis, em Santa Catarina, para receber o Selo, aproveitando a sua fala para relembrar que o PNTP foi idealizado na gestão do conselheiro do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul, Cezar Miola, como presidente da Atricon.

“É uma satisfação realizar um programa de tamanha envergadura, que estimula a transparência pública para que o cidadão tenha conhecimento, em linguagem fácil, de como seu dinheiro está sendo aplicado”..

De acordo com ele, o esforço dos gestores em ampliar a transparência é visível. “Queremos continuar estimulando a melhoria dos portais até que todos cumpram seu dever constitucional e a sociedade tenha acesso a informações relevantes para o pleno funcionamento da cidadania”, disse Edilson Silva.

Os Selos Diamante e Ouro foram entregues aos presidentes dos Tribunais de Contas e aos representantes dos órgãos estaduais de cada Estado, presentes no evento. A entrega da certificação foi feita pelo presidente da Atricon, Edilson Silva; pelo presidente do Instituto Rui Barbosa (IRB), Edilberto Pontes; pelo presidente do Tribunal de Contas de Santa Catarina, Herneus De Nadal; pelo presidente do Conselho Nacional dos Presidentes dos Tribunais de Contas (CNPTC), Luiz Antônio Guaraná; e pelo coordenador-geral do PNTP, Antônio Joaquim.

Conheça os agraciados com o Selo de Transparência em todo o País, acessando o Radar da Transparência: (https://radardatransparencia.atricon.org.br/)

Sobre o PNTP
O Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP), liderado pela Atricon, é uma iniciativa voltada para promover e avaliar a transparência das informações públicas em Estados e municípios brasileiros. Ele se baseia em mais de 130 critérios de avaliação, que ajudam a medir o grau de transparência das entidades públicas, permitindo comparações e gerando indicadores de melhoria.

O Radar da Transparência Pública é uma ferramenta eletrônica que divulga os índices de transparência ativa de órgãos públicos de todo o País, apurados no levantamento realizado no PNTP desde 2022, executado pelos Tribunais de Contas, com o apoio dos controladores internos.

Além disso, ele evidencia o resultado da análise realizada nos órgãos públicos dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, no âmbito federal, estadual e municipal.

*Matéria replicada do portal da Atricon com alterações da Ascom do TCE/BA.

publicacao principalO Instituto Rui Barbosa (IRB) publicou, na manhã desta sexta-feira (5.12), último dia do IV Congresso Internacional dos Tribunais de Contas (CITC), em Florianópolis-SC, a Consolidação das Normas Brasileiras de Auditoria do Setor Público (NBASP) — um box especial composto por quatro volumes que reúne princípios, normas e orientações que estruturam e qualificam a atuação das auditorias no Sistema de Controle Externo brasileiro.

O lançamento ocorreu no estande institucional do IRB, no espaço de exposições do evento, e foi amplamente prestigiado por conselheiros dos tribunais de contas de todo o Brasil, de Portugal, Angola e Espanha, demonstrando o alcance internacional da obra e o reconhecimento do esforço técnico envolvido em sua construção. A publicação marca um avanço significativo para a padronização metodológica e o fortalecimento da governança das instituições de fiscalização superior no país.

A solenidade foi conduzida pelo presidente do IRB, conselheiro Edilberto Pontes, que destacou a relevância estratégica da coletânea para a modernização do controle externo brasileiro. “Eu considero as NBASPs um dos principais e mais importantes produtos entregues pelo Instituto Rui Barbosa, pois elas possuem duas características essenciais para uma atuação relevante dos tribunais de contas: a colaboração e a padronização internacional”.

lancamentoElaborada e organizada pelo Comitê Técnico de Auditoria do Setor Público do IRB, a coletânea consolida o esforço nacional de alinhamento às diretrizes da Organização Internacional das Entidades Fiscalizadoras Superiores (INTOSAI). Ao adaptar e traduzir princípios fundamentais — como integridade, independência, qualidade, transparência e eficiência — para o contexto brasileiro, o IRB reafirma seu compromisso com a modernização do controle externo e com a elevação do padrão técnico das auditorias públicas.

Coordenador do processo de tradução e elaboração das NBASPs, o corregedor do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE/BA) e vice-presidente de Auditoria do IRB, conselheiro Inaldo Araújo, ressaltou a ousadia e o espírito de futuro que orientaram o projeto. Em sua fala, destacou que as normas são fruto de um trabalho coletivo e visionário, comparando-o a um ato de semeadura: “Amo aqueles que plantam árvores mesmo sabendo que nunca se sentarão em sua sombra. Plantam árvores para dar sombra e frutos para aqueles que ainda não nasceram”. Os versos de Rubem Alves foram utilizados por Inaldo para expressar a emoção e o simbolismo do lançamento.

A Consolidação está organizada em quatro volumes que dialogam entre si e abrangem toda a estrutura conceitual e prática da atividade de auditoria. O Volume 1, dedicado aos princípios, apresenta a base ética, institucional e organizacional que sustenta o trabalho dos tribunais de contas, incluindo documentos essenciais como a Declaração de Lima, a Declaração do México sobre Independência, além de diretrizes sobre transparência, accountability e valor para os cidadãos.

NbaspOs Volumes 2 e 3, dedicados às normas, reúnem os requisitos fundamentais de auditoria — desde ética, qualidade e competência das equipes até os padrões aplicáveis às auditorias financeira, operacional e de conformidade — contemplando as ISAs e ISSAIs reconhecidas internacionalmente.

Já o Volume 4, voltado às orientações, aprofunda conceitos e métodos utilizados na auditoria operacional e na avaliação de políticas públicas, incluindo a aplicação de indicadores e metodologias de mensuração de resultados.

O processo de elaboração foi marcado por ampla articulação institucional e acadêmica, envolvendo o Tribunal de Contas da União (TCU), a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE/BA), o Banco Mundial, que atuou na supervisão técnica, e o curso de Ciências Contábeis da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), responsável pelo apoio linguístico e acadêmico na tradução das normas da INTOSAI. Essa cooperação garantiu rigor metodológico, precisão técnica e plena aderência às melhores práticas internacionais.

Ao reunir em um único box a totalidade dos marcos normativos que orientam a auditoria pública no Brasil, o IRB oferece aos profissionais do controle externo, pesquisadores, estudantes e gestores públicos uma referência abrangente, atualizada e confiável. A iniciativa representa uma contribuição decisiva para o fortalecimento da governança pública, para o uso responsável dos recursos do Estado e para o incremento da confiança social nas instituições de controle.

IV CITC

Com o tema “Tribunais de Contas: República, Democracia, Governança e Sustentabilidade”, o IV CITC ocorre até hoje (5 de dezembro) no Centro de Convenções de Florianópolis (CentroSul). O evento é uma realização da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE/SC), do Instituto Rui Barbosa (IRB), do Conselho Nacional de Presidentes dos Tribunais de Contas, da Associação Brasileira de Tribunais de Contas dos Municípios (Abracom) e da Associação Nacional dos Ministros e Conselheiros Substitutos dos Tribunais de Contas do Brasil (Audicon).

A realização da quarta edição do congresso tem a parceria do governo do Estado de Santa Catarina, das prefeituras de Florianópolis e Blumenau, da Assembleia Legislativa e do Grupo Baía Sul, e o patrocínio de Aegea, BID, BRDE, Celesc, Codemge, Cemig, CFA, CFC, CNI, FIESC, Sebrae, TechBiz, ABDI, BNDES, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e Ministério da Fazenda.

 

* Matéria publicada pelo IRB e editada pela Ascom do TCE/BA.

entrevista InaldoO conselheiro Inaldo da Paixão Santos Araújo, recém-eleito presidente do Instituto Rui Barbosa (IRB) para o biênio 2026/2027, foi entrevistado na tarde de quinta-feira (4.12) no Studio Podcast, espaço da Atricon destinado à gravação e transmissão de entrevistas durante o IV Congresso Internacional dos Tribunais de Contas, que acontece no Centro de Convenções de Florianópolis (SC).

Em um bate-papo que envolveu diversos temas, Inaldo Araújo falou aos jornalistas Dhenia Gerhardt e Wendell Rodrigues sobre a grande satisfação que representa, para ele, presidir a Casa do Conhecimento dos Tribunais de Contas. Durante a conversa, o diretor da Escola de Contas do TCE/BA firmou o compromisso de dar continuidade ao trabalho realizado pelo conselheiro Edilberto Pontes (CE), que, à frente do IRB, consolidou a base fundamental do Instituto por meio da qualificação constante dos operadores do controle e do lançamento de publicações de grande relevância para os auditores das Cortes de Contas.

Inaldo citou a personalidade exponencial de Ruy Barbosa, patrono dos Tribunais de Contas, destacando a pluralidade de talentos do jurista baiano. “Ruy foi uma figura plural, que atuou em várias frentes. Um exemplo de trabalho e luta na construção da República. Espero seguir na missão de presidir o IRB com a capacidade de trabalho do conselheiro Edilberto Pontes. Pretendo buscar a união entre todos aqueles que possam colaborar para que o IRB avance a cada dia, visando ao aprimoramento do controle. Só que, na nossa administração, haverá um toque do tempero baiano”, afirmou o conselheiro.

revista cientificaO lançamento simultâneo de duas revistas científicas marcou, nesta quinta-feira (4.12), a programação do IV Congresso Internacional dos Tribunais de Contas (CITC), em Florianópolis (SC), e consolidou um salto de qualidade na produção e difusão do conhecimento no sistema de controle externo. A primeira, a Revista Científica do Congresso Internacional dos Tribunais de Contas, organizada pelo gabinete da conselheira Carolina Matos e coordenada executivamente por Madiane Majdalane Miguez, reuniu artigos, pôsteres e análises alinhados ao tema central do evento: “Tribunais de Contas: República, Democracia, Governança e Sustentabilidade”, com enfoque nos 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da Agenda 2030. A segunda revista, a sétima edição da Revista Técnica dos Tribunais de Contas (RTTC), também lançada no evento, contou com artigos coassinados por auditores do TCE/BA, reforçando o protagonismo da instituição na construção coletiva de conhecimento técnico.

O presidente do Instituto Rui Barbosa (IRB), Edilberto Pontes, e o vice-presidente de Auditoria do Instituto, conselheiro Inaldo da Paixão Santos Araújo, destacaram a importância das publicações para fortalecer o debate e qualificar a atuação fiscalizatória. Ambos ressaltaram que a consolidação de uma produção científica continuada é fundamental para o aperfeiçoamento do controle externo. “A cada ano, vemos crescer a maturidade dos projetos e publicações. Fiquei feliz ao abrir a revista e encontrar logo um artigo de uma baiana brilhante, Aline. O conhecimento, quando registrado, entra para a história. E é isso que esse conjunto de trabalhos representa”, reforçou Inaldo Araújo, recém-eleito presidente do IRB.

Duas frentes de participação do TCE/BA

Na Revista Científica do CITC, o Tribunal de Contas da Bahia teve participação em duas frentes. Pamela Barbosa Engel, auditora estadual de controle externo, apresentou um pôster desenvolvido em parceria com o auditor Bruno Ventim sobre a construção do Observatório de Políticas Públicas do TCE/BA, ferramenta que está em fase final de desenvolvimento e promete ampliar a transparência e o acesso da sociedade à execução das políticas públicas. A gerente da 2ª CCE do TCE/BA, Aline Mendonça, e os auditores do TCE Joubert Ferreira da Silva Neto e Gustavo Farias também atuaram como pareceristas na elaboração da primeira revista, integrando o grupo de 17 avaliadores responsáveis por analisar, às cegas, os artigos e pôsteres submetidos para a edição.

todos juntosPara a conselheira Carolina Matos, o lançamento da Revista Científica do CITC marca um salto de qualidade no debate acerca do controle externo. “A publicação reúne artigos e painéis de excelência e cumpre o papel de disseminar o conhecimento acumulado nos Tribunais de Contas. Desejo que esta revista contribua para enriquecer e aperfeiçoar a atuação do controle. Destaco, ainda, a dedicação da equipe editorial, que foi essencial para concretizar esse projeto inovador”.

Na segunda revista, lançada no mesmo evento, as auditoras Aline Mendonça, Pamela Engel e Juliana Prates Caminha assinam juntas um dos artigos publicados, reforçando o engajamento da equipe técnica do Tribunal na produção e transmissão do conhecimento. Aline Mendonça teve selecionado o artigo “Desafios e perspectivas para o controle externo nas análises de políticas públicas complexas”, que discute os caminhos e dificuldades enfrentados pelas Cortes de Contas na avaliação de políticas de alta complexidade; e Pamela Engel, Joubert Ferreira da Silva Neto e Juliana Alves Prates Caminha assinam o estudo “Os tribunais de contas e a avaliação de políticas públicas: uma proposta de complementariedade a auditorias operacionais”, no qual analisam possibilidades de aprimoramento da atuação fiscalizatória por meio de abordagens complementares.

DEPOIMENTOS

“Fico muito feliz pelo reconhecimento e pela premiação do pôster que desenvolvi com o auditor Bruno Ventim sobre a construção do Observatório de Políticas Públicas do TCE/BA, um projeto pensado para tornar mais transparente e acessível à sociedade o trabalho da auditoria e a forma como as políticas públicas são executadas. Utilizamos ferramentas tecnológicas e contamos com o apoio da Ascom e do CEDASC para desenvolver um site que será lançado em breve, reunindo informações claras e organizadas. Esse observatório, cuja parte técnica detalhamos na revista do Congresso Internacional dos Tribunais de Contas, será um instrumento importante para fortalecer a compreensão cidadã e contribuir com o aperfeiçoamento do controle externo”.
Pamela Engel, auditora de controle externo do TCE/BA.

“Foi um processo rigoroso e totalmente às cegas. Avaliamos artigos e pôsteres sem saber quem eram os autores, garantindo isenção e qualidade. Contribuir com a seleção desses trabalhos é fortalecer o conhecimento no nosso sistema”.
Aline Mendonça de Andrade, gerente da 2ª CCE do TCE/BA.

“É gratificante ver tantos colegas escrevendo sobre controle externo, políticas públicas e sustentabilidade. Transformar a prática da auditoria em texto é um desafio, mas nos aprimora. O mais bonito é ver um incentivando o outro — esse movimento coletivo fortalece o trabalho e qualifica o sistema”.
Juliana Alves Prates Caminha de Castro, auditora de controle externo do TCE/BA.

“A produção científica é fundamental. No ano passado, vimos outros tribunais avançarem nos observatórios de políticas públicas e percebemos nossa oportunidade. Desde o início do ano, trabalhamos na primeira versão do Observatório do TCE/BA e vamos ampliá-lo anualmente, com mais políticas analisadas e informações relevantes para transparência e controle social”.
Bruno Ventim, coordenador da 1ª CCE do TCE/BA.

“Atuar como coordenadora executiva-editorial da primeira edição da Revista Científica do Congresso Internacional dos Tribunais de Contas foi uma das maiores alegrias que tive nesse ano. Agradeço imensamente a confiança depositada pelo presidente da Atricon, o Conselheiro Edilson, e pela Conselheira Carolina. Foi uma agradável surpresa ter tantas submissões a esse edital de chamamento de trabalhos. Uma honra perceber como confiaram nesse projeto-piloto”.
Madiane Majdalane Miguez, assessora de Gabinete 

IV CITC

O evento é uma realização da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), do TCE/SC, do Instituto Rui Barbosa (IRB), do Conselho Nacional de Presidentes dos Tribunais de Contas (CNPTC), da Associação Brasileira de Tribunais de Contas dos Municípios (Abracom) e da Audicon.

A quarta edição do Congresso tem a parceria do Governo do Estado de Santa Catarina, da Prefeitura de Florianópolis, da Prefeitura de Blumenau, da Assembleia Legislativa de Santa Catarina e do Grupo Baía Sul, e patrocínio de Aegea, BID, BRDE, Celesc, Codemge, Cemig, CFA, CFC, CNI, FIESC, Sebrae, TechBiz, ABDI, BNDES, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e Ministério da Fazenda.

SolenidadedeAbertura IVCITC“Este congresso não é apenas um encontro de ideias, é um encontro de propósitos, compromissos e de reflexão sobre a nossa humanidade.” Com essa declaração, o presidente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), Edilson Silva, abriu oficialmente o IV Congresso Internacional dos Tribunais de Contas (IV CITC), na noite de quarta-feira (3), na cidade de Florianópolis (SC). “Hoje, essa cidade nos acolhe como testemunha de um diálogo indispensável sobre república, governança, sustentabilidade, controle externo, democracia e redução das desigualdades. Um diálogo que tem um objetivo maior: servir à dignidade humana”, reforçou.

Segundo ele, cada pessoa presente ao evento tem um papel fundamental de agir na transformação da humanidade. “No dia a dia, somos desafiados pela rotina, números, planilhas. E não podemos correr o risco de nos desconectar do que realmente importa, o que nos torna verdadeiramente humanos: o cuidado com o próximo, o respeito pela vida e o compromisso de garantir às futuras gerações um mundo mais justo e mais digno”, destacou o presidente da Atricon, reforçando que é essencial lembrar que cada decisão tomada nos Tribunais de Contas pode impactar a vida, a realidade e os sonhos das pessoas.

>Leia a íntegra da fala do presidente Edilson Silva

A missão de proteger os recursos públicos, na opinião do presidente da Atricon, exige que seja assegurado um uso justo e responsável, capaz de construir um caminho digno para as próximas gerações. “Não estamos aqui para aceitar atalhos, mas para fazer o que é certo, afinal, essa é a essência do verdadeiro serviço público: colocar o bem coletivo e a humanidade acima de qualquer coisa”, ressaltou, agradecendo a receptividade e o acolhimento do presidente do Tribunal de Contas de Santa Catarina, Herneus De Nadal, anfitrião do IV CITC.

Em seu pronunciamento, Herneus De Nadal disse que o Congresso é um ambiente de cooperação, de troca de conhecimento e de construção conjunta de soluções para desafios que ultrapassam fronteiras. “São quase três mil vozes, quase três mil ideias que caminham juntas em favor do controle externo, da cidadania, da democracia e em favor dos cidadãos e cidadãs em cada um dos estados e países aqui presentes. É com esse espírito que saúdo e cumprimento todos neste encontro, que reúne representantes da América do Sul, Europa e África em um mesmo espaço de diálogo. Essa diversidade geográfica amplia o alcance desse congresso e evidencia a responsabilidade global com o aperfeiçoamento da gestão pública e a consolidação do sistema de controle efetivo”, declarou.

Ao final, Nadal citou Rui Barbosa: “A liberdade não é um luxo dos tempos de bonança: é, sobretudo, o maior elemento de estabilidade das instituições”. Para ele, a frase reforça que as instituições livres são os pilares da democracia e os Tribunais de Contas ocupam lugar de destaque. “Sua independência institucional e autonomia não são privilégios corporativos. São garantias da sociedade e mecanismos que asseguram que o uso dos recurso públicos seja fiscalizado com rigor e imparcialidade.”

> Leia a íntegra da fala do presidente Herneus De Nadal

SolenidadedeAbertura ConsaCarolinaO governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, reafirmou o trabalho de orientação preventiva feito pelo TCE de Santa Catarina, que completou 70 anos de criação. “O Tribunal consegue fazer um trabalho preventivo e educativo, dentro dos critérios legais, sempre preocupado com o desenvolvimento do Estado. Por isso, reforço que o Tribunal está de parabéns, principalmente ao receber um número expressivo de representantes do Brasil e do mundo para discutir o controle externo.”

Durante os cinco dias, cerca de 3 mil pessoas participarão do IV CITC, que tem em sua programação seis painéis, seis oficinas e 32 atividades paralelas.

Ao lado dos presidentes anfitriões da Atricon, Edilson Silva, e do TCE de Santa Catarina, Herneus João De Nadal, bem como do governador Jorginho Mello, compuseram a mesa de honra o presidente do Instituto Rui Barbosa (IRB), Edilberto Pontes; o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias;  a coordenadora-geral da Comissão Científica do IV CITC e conselheira do TCE/BA, Carolina Matos; o presidente do Conselho Nacional de Presidentes dos Tribunais de Contas, Luiz Antanio Guaraná; o governador de Rondônia, Marcos Rocha; o vice-presidente de Relações Político-Institucionais da Associação Brasileira dos Tribunais de Contas dos Municípios (Abracom), Thiago Ribeiro; e o prefeito de Florianópolis e presidente da Federação de Consórcios, Associações e Municípios de Santa Catarina (Fecam), Topázio Silveira Neto.

Também presentes a presidente da Associação Nacional dos Ministros e Conselheiros Substitutos dos Tribunais de Contas (Audicon), Milene Dias da Cunha, o presidente da Associação dos Membros do Ministério Público (Conamp), Tarciso José Souza Bonfim; o subprocurador geral para Assuntos Institucionais, Andrey Cunha Amorim, representando o Ministério Público de Santa Catarina; e o presidente da Associação das Entidades Oficiais de Controle Público do Mercosul (ASUR), Marcos Peixoto.

Do controle externo internacional, participam do evento a presidente do Tribunal de Contas de Portugal, juíza Filipa Urbano Calvão; a presidente do Tribunal Administrativo de Moçambique, Ana Maria Gemo Biére; Elena Hernáez Salguero, do Tribunal de Contas da Espanha; Olinda Cardoso, Tribunal de Contas de Angola; o presidente do Secretariado Permanente dos Tribunais de Contas, Órgãos e Organismos Públicos de Controle Externo da República Argentina, Sérgio Oste; a presidente do Tribunal de Contas da Província de Formosa e coordenadora do bloco argentino da ASUR, Myriam Radrizani; o sub-controlador geral da República do Paraguai, Augusto José Félix Paiva.

Na mesa de autoridades, o presidente da Associação Nacional do Ministério Público de Contas (Ampcon), Marcílio Barenco; a representante do Conselho Nacional de Procuradores-gerais de Contas, Cybelli Farias; a presidente do Instituto Brasileiro de Auditoria de Obras Públicas (Ibraop), Adriana Cuoco Portugal; a presidente da Associação Nacional dos Auditores de Controle Externo dos Tribunais de Contas do Brasil (ANTC), Thaisse Craveiro; e o coordenador de políticas públicas do Sebrae Santa Catarina, Ismael Edgar.

Apresentações culturais

Antes da solenidade oficial de abertura do IV CITC, a plateia foi presenteada com apresentações culturais da Camerata Florianópolis e do Balle Bolshoi, instituições de referência nacional. Sob a regência do maestro Jefferson Della Rocca, a Camerata Florianópolis, fundada em 1994, é um dos mais importantes grupos orquestrais do Brasil, com repertório amplo, do erudito tradicional ao popular, jazz, rock e música eletrônica. Já a escola de Teatro Bolshoi no Brasil é a única filial do Ballet Bolshoi fora da Rússia.

O Hino Nacional Brasileiro foi executado pela Camerata Florianópolis, interpretado pelo Coral Hélio Teixeira da Rosa, do TCE de Santa Catarina, sob a regência de Gabriel Stortz.

*Matéria replicada do portal da Atricon com alterações da Ascom do TCE/BA.

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